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Não me considero um poeta, apenas amigo das palavras, podendo assim brincar com elas.

Poemas agraciados

Poema agraciado em 2011

A doença do Século XXI

Numa perturbação depressiva
Em constante nostalgia
Busco sobre leve tentativa
Alcançar a minha genealogia.

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Alma Lusitana

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Poema agraciado em 2011

Invocação à minha Cidade

Memoriar com carinho e alento
Vou descrever o que penso
Sobre esta cidade querida,
Tão magnificente que é
Sendo reconhecida até
Sua qualidade de vida.

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Alma Lusitana

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Poema agraciado em 2010

Olhos negros

Negros são os teus olhos
Pelos quais me apaixonei,
São presença nos meus sonhos
Segredos que a ninguém contei.

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Alma Lusitana

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Poema agraciado em 2009

Mãe

Quando nasci, nada mudou!
Nem o sol sorriu
Nem a lua chorou.
Até as estrelas que existem no céu
A ninguém comentaram o que...

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Alma Lusitana

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Últimas entradas

Curiosidades

Combate à "GORDURA"

O que aqui escrevo serve apenas para manifestar toda a minha desilusão perante a mentalidade política actual com a qual nos deparamos no quotidiano deste nosso, "ainda", Portugal. Constato que, muitas são as medidas tomadas para cumprimento dos nossos compromissos governamentais embora...

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Reflexão

O Acto Poético

O acto poético é o empenho total do ser para a sua revelação. Este fogo do conhecimento, que é também fogo de amor, em que o poeta se exalta e consome, é a sua moral. E não há outra. Nesse mergulho do homem nas suas águas mais silenciadas, o que vem à tona é tanto uma singularidade como uma pluralidade. Mas, curiosamente, o espírito humano atenta mais facilmente nas diferenças do que nas semelhanças, esquecendo-se, e é Goethe quem o lembra, que o particular e o universal coincidem, e assim a palavra do poeta, tão fiel ao homem, acaba por ser palavra de escândalo no seio do próprio homem. Na verdade, ele nega onde outros afirmam, desoculta o que outros escondem, ousa amar o que outros nem sequer são capazes de imaginar. Palavra de aflição mesmo quando luminosa, de desejo apesar de serena, rumorosa até quando nos diz o silêncio, pois esse ser sedento de ser, que é o poeta, tem a nostalgia da unidade, e o que procura é uma reconciliação, uma suprema harmonia entre luz e sombra, presença e ausência, plenitude e carência.

Eugénio de Andrade, in 'Rosto Precário'

Pensamento

Breve Explicação do Sentido da Vida

Como exprimir em duas linhas o que venho tentando explicar já não sei em quantos livros? A vida é um valor desconcertante pelo contraste entre o prodígio que é e a sua nula significação. Toda a «filosofia da vida» tem de aspirar à mútua integração destes contrários. Com uma transcendência divina, a integração era fácil. Mas mais difícil do que o absurdo em que nos movemos seria justamente essa transcendência. Há várias formas de resolver tal absurdo, sendo a mais fácil precisamente a mais estúpida, que é a de ignorá-lo. Mas se é a vida que ao fim e ao cabo resolve todos os problemas insolúveis - às vezes ou normalmente, pelo seu abandono - nós podemos dar uma ajuda. Ora uma ajuda eficaz é enfrentá-lo e debatê-lo até o gastar... Porque tudo se gasta: a música mais bela ou a dor mais profunda. Que pode ficar-nos para já de um desgaste que promovemos e ainda não operamos? Não vejo que possa ser outra coisa além da aceitação, não em plenitude - que a não há ainda - mas em resignação. Filosofia da velhice, dir-se-á. Com a diferença, porém, de que a velhice quer repouso e nós ainda nos movemos bastante.

Vergílio Ferreira, in "Um Escritor Apresenta-se"

Sugestão literária

A minha pátria é a língua portuguesa

Não chóro por nada que a vida traga ou leve. Há porém paginas de prosa me teem feito chorar. Lembro-me, como do que estou vendo, da noute em que, ainda creança, li pela primeira vez numa selecta, o passo celebre de Vieira sobre o Rei Salomão, "Fabricou Salomão um palacio..." E fui lendo, até ao fim, tremulo, confuso; depois rompi em lagrimas felizes, como nenhuma felicidade real me fará chorar, como nenhuma tristeza da vida me fará imitar. Aquelle movimento hieratico da nossa clara lingua majestosa, aquelle exprimir das idéas nas palavras inevitaveis, correr de agua porque ha declive, aquelle assombro vocalico em que os sons são cores ideaes - tudo isso me toldou de instincto como uma grande emoção politica. E, disse, chorei; hoje, relembrando, ainda chóro. Não é - não - a saudade da infancia, de que não tenho saudades: é a saudade da emoção d'aquelle momento, a magua de não poder já ler pela primeira vez aquella grande certeza symphonica. Não tenho sentimento nenhum politico ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriotico. Minha patria é a lingua portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incommodassem pessoalmente, Mas odeio, com odio verdadeiro, com o unico odio que sinto, não quem escreve mal portuguez, não quem não sabe syntaxe, não quem escreve em orthographia simplificada, mas a pagina mal escripta, como pessoa própria, a syntaxe errada, como gente em que se bata, a orthographia sem ípsilon, como escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse. Sim, porque a orthographia também é gente. A palavra é completa vista e ouvida. E a gala da transliteração greco-romana veste-m'a do seu vero manto régio, pelo qual é senhora e rainha.

(Fernando Pessoa, Livro do desassossego; escrita original)

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Disponível na internet em, ( World Art Friends Store )

Livraria Corpos Editora, na Rua do Almada 254, 2º, no Porto (Portugal)

Café Bombom, na Avenida do Brasil, nº 806, em São João da Madeira (Portugal)

Café Convívio - O Bilhar, na rua Guerra Junqueiro, nº 76, em São João da Madeira (Portugal).

Maxim-Bar-Salão de Jogos, rua S.João de Brito, nº 33, 3700-071, São João da Madeira (Portugal)

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Obrigado!

"Alma Lusitana - Simplesmente Poesia" publicado no Jornal LABOR, semanário da Cidade de, São João da Madeira

Desligue o leitor clicando em [ II ] e clique na imagem Anos Dourados.

A melhor música das decadas 60/70.


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